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História
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A APAE-RIO foi fundada em 11 de dezembro de 1954, sendo a primeira APAE do Brasil. Dando origem ao movimento que se estende hoje há mais de duas mil APAEs distribuídas pelos municípios do Brasil.
Hoje a APAE-RIO além da assistência aos excepcionais, é uma Instituição dinâmica, tecnicamente atualizada, arrojada e tem larga experiência em fazer prevenção neonatal e o tratamento das deficiências mentais congênitas, sendo pioneira no Rio de Janeiro na realização do TESTE DO PEZINHO.
A APAE-RIO produz saúde e cidadania e luta para expandir sua estrutura, ganhar projeção e ampliar os serviços prestados à sociedade.
Voltando no Tempo
Muita coisa importante aconteceu durante a segunda metade do século XX. No Brasil, a criação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais em 1954 merece ser resgatada e destacada. Quando a idéia de criar a APAE chegou ao Brasil, isto é, ao Rio de Janeiro, com a família da norte-americana Beatrice Bemis, o então presidente Getúlio Vargas havia sancionado a lei do monopólio do petróleo brasileiro e criado a pioneira Petrobrás. Copacabana ditava a moda e os comportamentos, o uso do biquíni nas praias cariocas dividia opiniões. Brasília era construída e a seleção brasileira batizada de Seleção Canarinho. Um forte movimento pela causa dos excepcionais começava no Rio e viria revolucionar em todo o país a condição dos portadores de necessidades educativas especiais, na altura ainda chamados de mongolóides ou retardados, como a filha de D. Beatrice, portadora de Síndrome de Down.
O Almirante Henry Broadbent Hoyer e Dona Beatrice reuniram vários pais, mestres e técnicos na Embaixada Americana, em julho de 1954, quando foi exibido um filme sobre crianças com deficiência mental, uma ação que se desdobrou em várias reuniões preparatórias e na nomeação de uma Comissão Coordenadora Provisória para o movimento. Compunham essa comissão Maria Helena Correia de Araújo, Renata Silveira, Helena Dias Carneiro, Ivone Cintra Ferreira, Idália Parreiras Rodrigues Lima, Ercília Braga Carvalho, Acyr Guimarães Fonseca e Antônio Carlos de Carvalho. A primeira diretoria, presidida pelo próprio Almirante Henry Hoyer, dirigiu a APAE até 31 de março de 1965, sucedida por uma diretoria presidida pela Sra. Ignêz Félix Pacheco de Britto, uma amiga dos excepcionais que a instituição durante 30 anos, de 1965 a 1995, quando afastou-se por motivos de saúde.
No panorama do mundo dos anos 50 registrava-se o fim das guerras do Vietname e da Coréia, o avanço na reconstrução da Alemanha, as primeiras transmissões televisivas e o desenvolvimento da fibra ótica. James Dean, Marlon Brando e Elvis Presley eram admirados pelos jovens e Martin Luther King lutava contra a segregação racial nos EUA. O câncer de pulmão era pela primeira vez associado ao tabaco, era feito o primeiro transplante de rim e o DNA começara a ser decifrado. Da assistência aos excepcionais a APAE-RIO (no início APAE-GUANABARA) evoluiu até estar capacitada para fazer a prevenção neonatal e o tratamento das deficiências mentais congênitas, sendo pioneira no Rio de Janeiro em realização do TESTE DO PEZINHO. Foram anos de trabalho sério, árduo, desempenhado por brasileiros humanistas e auxiliados por pessoas de muitos lugares do planeta. A APAE-RIO deu seqüência a mais de duas mil células distribuídas pelo Brasil e hoje é uma instituição dinâmica, arrojada e tecnicamente atualizada, gerida por uma diretoria totalmente voluntária, como desde o início.
As APAEs no seu conjunto são uma grande e sólida obra social construída na América Latina, comparada aos primeiros anos, mas ainda pequena se a colocarmos ao lado das necessidades brasileiras. O Brasil já entrou na era da biotecnologia e da clonagem, mas metade das crianças que nascem no país ainda não têm acesso, pela saúde pública, a todos os exames preventivos neonatais.
A APAE-RIO produz saúde e cidadania. Assim como o Brasil, nos últimos 50 anos conquistou credibilidade e prestígio. O Brasil luta para se impor na economia globalizada, a APAE-RIO luta para expandir sua estrutura, ganhar projeção e melhorar os serviços prestados à sociedade. O Brasil precisa do esforço de todos e as APAEs precisam de cada um de nós. |
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